Tanque Novo-Bahia

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Tanque Novo é um município brasileiro, do estado da Bahia. Situado geograficamente na Chapada Diamantina, o município estende-se por 882,9 km² e contava com 17.884 habitantes no último censo de 2017.

Situado a 915 metros de altitude, de Tanque Novo tem as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: 10° 48′ 0” Sul, Longitude: 44° 6′ 0” Oeste. Fica distante 766 km da capital Salvador.

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História

Tanque Novo surgiu a partir da povoação da Fazenda Furados, adquirida pelos irmãos Prudenciano Alves Carneiro e Juvêncio Alves Carneiro, em 1883, que eram filhos de José Joaquim Carneiro e Clemência de Oliveira Alves.

Essa fazenda era enorme, com uma extensão de mais ou menos nove quilômetros, começava na região conhecida, hoje, como Alecrim, onde Juvêncio ficou residindo; e fazia limite com a Fazenda Lagoa Grande. Prudenciano, por sua vez, preferiu morar na parte central, onde se encontra Tanque Novo.

Ambos os irmãos tiveram dois casamentos: Prudenciano casou-se a primeira vez com Ursulina Marques; e, na segunda vez, com Gertrudes Francisca de Jesus. Juvêncio casou-se inicialmente, com Arlinda Francisca Gomes; e, depois, com sua sobrinha Ana Bela Carneiro (Bilinha), filha do primeiro casamento de Prudenciano com Ursulina.

Em 1909, Prudenciano construiu a primeira capela, auxiliado pela sua segunda esposa Gertrudes e, principalmente, pelo amigo Manoel José Batista. Esse mesmo casal, também, doou o terreno para a construção da primeira praça, ao redor da capela; hoje, conhecida como Praça da Matriz. Surgia, assim, um vilarejo que depois evoluiu para vila.

Essa vila ficou pertencendo ao município de Macaúbas, e recebeu os seguintes benefícios: tanque maior, feito pelo governo do estado da Bahia, barracão para realização de feira, campo de pouso de avião, o açude, o primeiro prédio escolar e o primeiro mercado, numa segunda praça, aberta no início dos anos 60, pelo então prefeito de Macaúbas, Amélio Costa.

Há controvérsias sobre a origem do nome de Tanque Novo: a primeira hipótese é que foi depois da abertura de um tanque grande, feita, manualmente, por Prudenciano e seu filho José Marques Carneiro (Cazuza); a segunda hipótese é que foi após a feitura de um tanque maior, pelo governo, no início da década de 20. Qualquer que seja a resposta correta, a frase que mais se ouvia, naquela época, era a seguinte: “Eu vou buscar água no tanque novo.”

A partir de 1962, com a emancipação política de Botuporã, Tanque Novo passou a ser distrito desse novo município. Todavia, a rivalidade entre as duas localidades era muito grande, pois, Tanque Novo almejava sua emancipação antes mesmo de Botuporã alcançá-la. Tanto assim, que só não lançou candidato a prefeito, naquele município, em 1972, quando apoiou Valdionor Marques, filho de Botuporã. Vejamos: em 1962, Osvaldo Marques da Silva (derrotado); em 1966, Juvêncio Carneiro Neto (derrotado); em 1970, Juvêncio Carneiro Neto (vitorioso); em 1976, José Carlos Marques (derrotado); em 1982, José Carlos Marques (vitorioso).

Os principais benefícios recebidos como distrito de Botuporã, foram: prédios escolares, mercado maior para a feira, posto de saúde, abertura de ruas, primeiros calçamentos, arborização de praça, energia elétrica, captação do sinal de televisão e instalação do primeiro banco – BANEB (Banco do Estado da Bahia). Obras, essas, conseguidas pelos ex-prefeitos de Botuporã: Antônio Augusto Mendonça, Alípio de Queiroz Marques, Juvêncio Carneiro Neto e José Carlos Marques.

Em 1985, graças aos esforços do deputado estadual Jaime Vieira Lima, aconteceu a emancipação política de Tanque Novo, e seu nome foi mantido, atendendo ao clamor popular.

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