Sento Sé-Bahia

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Sento Sé é um município brasileiro localizado no norte da Bahia. Situada às margens do Lago de Sobradinho, na região do São Francisco, a cidade é cercada de um lado pelo Velho Chico e do outro lado por belíssimas serras.

Sua população estimada em 2010 era de 37.431 habitantes.

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História

O nome Sento-Sé tem sua origem de uma tribo indígena chamada Centoce. Os primeiros povoadores foram portugueses vindos de lavouras de cana-de-açúcar e edificaram engenhos. Em 1719 foi construída uma capela dedicada a São José da Barra, e em 1752 teve como seu primeiro vigário o Padre Domingo Alves de Souza, feita a correção gramatical passa a ser chamado e escrito como o arraial de Sento-Sé. Por muitos anos imperou o coronelismo. Em 06 de julho de 1832 um decreto provincial criou o município de Sento-Sé, em 21 de novembro de 1883 foi confirmada a emancipação política com a presença do presidente da província Joaquim José Pinheiro Vasconcelos.

No ano de 1930, Sento-Sé sofreu a pressão de revoltos e a população foi maltratada com pancadas e prisões. Em 1932, Sento-Sé passou por momentos difíceis, Lampião passou pelo distrito de Américo Alves e no povoado de Quixaba e fez o povo tremer de pavor, depois de assaltar o comércio foi embora e pernoita na Gruta da Palmeira. Alguns tempos depois a cidade voltou a sua normalidade com a pesca e a agricultura de subsistência.

No ano de 1930, Sento-Sé sofreu a pressão de revoltados e a população foi maltratada com pancadas e prisões. Em 1932 Sento-Sé passou por momentos difíceis, Lampião passou pelo distrito de Américo Alves e no povoado de Quixaba e fez o povo tremer de pavor, depois de assaltar o comércio foi embora e pernoitou na Gruta da Palmeira. Alguns tempos depois a cidade voltou a sua normalidade com a pesca e a agricultura de subsistência.

Parque Nacional Boqueirão da Onça

Considerada como uma das áreas prioritárias para conservação da Caatinga, a região do Boqueirão da Onça corresponde a um dos maiores e mais conservados remanescentes do bioma, representando um importante abrigo e zona de reprodução para diversas espécies da fauna e flora da região. Constitui um importante refúgio para grandes mamíferos de topo de cadeia, como as onças parda (Puma concolor) e pintada (Panthera onca).

A região também abriga uma enorme diversidade de aves, entre elas a criticamente ameaçada arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari); o beija-flor-de-gravata-vermelha (Augastes lumachella) que tem distribuição extremamente restrita; o pintassilgo-do-nordeste (Carduelis yarellii); a jacucaca (Penelope jacucaca); o arapaçu-do-nordeste (Xiphocolaptes falcirostris); o bico-virado-da-caatinga (Megaxenops parnaguae); o arapaçu-beija-flor (Campylorhamphus trochilirostris); e o joão-xiquexique (Gyalophylax hellmayri), espécies endêmicas da região. Outras espécies que serão protegidas pelas UCs são o tatu-bola, porco-do-mato, queixada e tamanduá-bandeira.

Com destacada beleza cênica e alto potencial para o ecoturismo, o Parque também protege um conjunto significativo de cavernas, entre elas a Toca da Boa Vista (a maior caverna brasileira em extensão, com 97,3 km) que se interliga com a Toca da Barriguda (com 33 km de extensão), formando o maior conjunto de cavernas do Hemisfério Sul. A região tem grande importância arqueológica, com diversos sítios rupestres estudados há décadas. As porções de maior altitude abrigam nascentes essenciais para a segurança hídrica da região e de toda a Bacia do São Francisco.

Site oficial da cidade