Seabra-Bahia

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Seabra é um município do estado da Bahia, no Brasil. É considerado a “capital da Chapada Diamantina”. É conhecida no cenário regional por conta da variedade dos serviços disponíveis e da diversidade de seu comércio, e por sediar vários órgãos estaduais e federais. Suas festas também atraem gente de toda a região: dentre elas, têm destaque a Argolinha e o São João.

Sedia, no mês de outubro, o Festival de Violeiros da Chapada, evento que apresenta artistas de todo o cenário nacional no âmbito do violão.

Na área da saúde, abriga o Hospital Regional da Chapada, maior empreendimento de saúde da região; o Hospital Frei Justo Venture (atualmente fechado), que, futuramente, será transformado em uma maternidade; e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) da Chapada Diamantina.

O topônimo é uma homenagem ao Dr. Joaquim José Seabra, ex-governador da Bahia.

Sua população estimada em 2015 era de 49.202 Habitantes.

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História

Até a chegada dos portugueses no século XVI, a região da Chapada Diamantina era habitada por índios falantes de línguas macro-jês, como os índios paiaiás, por exemplo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os primeiros núcleos de povoamento de origem portuguesa na Chapada Diamantina surgiram no início do século XVIII, com o crescimento das minas de ouro de Jacobina e Rio de Contas. A Coroa Portuguesa determinou uma abertura de uma estrada que ligasse as duas regiões de exploração aurífera. Esta estrada, chamada de Estrada Real, cortava as terras pertencentes hoje ao município do Seabra, até então desertas.

Muitos portugueses foram atraídos pelo garimpo do ouro mas, desiludidos com as exigências do Império vinculadas ao precioso metal, se fixaram naquela região, dedicando-se à agricultura e pecuária.

O primeiro núcleo de povoamento foi a Vila de Iraporanga (Ex-Esconso e Parnaíba), hoje pertencente ao Município de Iraquara.

A cidade de Seabra, antes denominada de Passagem Bonita de Nossa Senhora de Jacobina, também ficou conhecida por Passagem Bonita de São Sebastião (após construção da igrejinha do santo) e, com o crescimento do povoado do outro lado do rio Cocho, por “Cochó do Pega”, pois os viajantes ficavam na localidade ao pousarem após longa caminhada.

Provavelmente, na mesma época surge a povoação de Campestre que foi a primeira Sede do município. Campestre pertencia na época ao município de Nossa Senhora do Livramento do Rio de Contas. Em 15 de Março de 1847, foi elevada a Sede de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campestre, confirmada pela Lei Providencial 899, de 15 de Maio de 1863, que criava o distrito de paz de campestre.

Posteriormente, em 1868, foi, a freguesia de Campestre, elevada à categoria de vila com a denominação de “vila agrícola de Campestre” pela Lei Provincial de número 2 652, de 14 de Maio de 1889, que também criava o município de Campestre com território desmembrado de Lençóis, sendo instalado com categoria de cidade pelo Decreto 491. Distrito de Jatobá, hoje Baraúnas, pela Lei Estadual 776, de 265 de maio de 1910.

Há relatos da tradição oral segundo a qual, no início do século XIX, houve uma grande fome que atingiu a região da Chapada Diamantina, a qual provocou uma grande onda de emigração dessa região para outros lugares.

Transferência da sede de Campestre para o povoado do Cochó do Pega

Em 22 de Março de 1922, conforme ata do conselho municipal, já se pensava na transferência da Sede do município de Campestre para o Povoado de São Sebastião do Cochó – a proposta foi apresentada verbalmente pelo conselheiro Manoel Muniz Barbosa, mas deixava a transferência a critério do intendente do Diretório Político e do coronel Horácio de Matos.

Em 1929, o coronel Horácio de Matos fez a transferência para a referida povoação, que passou a se chamar Doutor Seabra. Não se tem conhecimento de nenhum ato que oficialize a transferência.

Em 27 de Agosto, a Lei Estadual nº 1 125 oficializava a nova denominação. Depois, os Decretos estaduais nº 7453, de Junho de 1931 e 7459, de 8 de Julho do mesmo ano, simplificam o nome da cidade e do município que passaram a ter a denominação de Seabra.

A construção da BR-242 e a história contemporânea

Em seguida, nas décadas seguintes não ocorreram eventos históricos significativos. Uma exceção a isso foi a construção da Rodovia BR-242, obra planejada durante o Governo de Juscelino Kubitschek e executada nos anos 1970, após a aprovação do Plano Nacional de Viação de 1973, que promoveu um crescimento da cidade, acompanhado de novas imigrações oriundas do acesso aos transportes. Nessa época, é ampliada a rede bancária do Município, além da instalação de repartições públicas, a exemplo do DERBA (Departamento de Estradas e Rodagens da Bahia).

Em setembro de 1971, a região da Chapada Diamantina, e por extensão a cidade de Seabra, são impactadas com a descoberta de que o militante comunista Carlos Lamarca, ex-tenente e líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), se encontrava na região. Equipes dos órgãos de repressão do governo vão para a Chapada Diamantina e iniciam uma caçada feroz que acaba com a execução de Lamarca no dia 17 de setembro de 1971 no povoado de Pintada, no distrito de Ibipetum, no Município de Ipupiara.

Novo período de ostracismo histórico que é rompido em 31 de outubro de 2002, quando foi criado o Câmpus XXIII da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), por meio do Decreto Estadual nº 8.354/02. Em 2003, foi autorizado o funcionamento do curso de Letras na referida unidade universitária.

Site oficial da cidade