Poções-Bahia

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Poções é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2017, segundo IBGE, é de 48.861 habitantes. Está localizada numa depressão em forma de bacia.

O centro comercial situa-se na parte baixa, enquanto na parte alta concentram-se as residências. Vários bairros compõem a sede municipal, a exemplo dos bairros Alto do Recreio, Indaiá, Alto da Vitória, Santa Rita, Primavera, Tiradentes, Lagoa Grande, Bela Vista, Centro, Urbis, Tigre, Santa Rita, Açude, Lagoa Grande, Poçõenzinho, Joaquim Mascarenhas, Alto Paraíso, Pituba, entre outros.

Toda a água disponível na cidade vem da chamada “Barragem de Morrinhos”, que nasce no Rio das Mulheres, e tem por finalidade abastecer a cidade e alguns municípios próximos. A barragem foi construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na década de 1950; a mesma está situada no distrito de Morrinhos, daí o nome.

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História

As origens do município de Poções, datam de 1732, quando o povoamento das cabeceiras do Rio de Contas e a vida civil e administrativa, nutridos pelas exigências da mineração, incentivaram a exploração das regiões circunvizinhas.
Surgiu então, uma bandeira chefiada pelo coronel André da Rocha Pinto que, sentindo a necessidade de penetração em vários pontos, se dividiu em outras, cada qual tomando rumo diverso pelo Rio de Contas até o Rio Verde e cabeceiras do Rio São Mateus.

Uma delas, a dirigida pelo coronel André, desceu pelo Rio de Contas até perto de sua foz, afim de explorar a mata no vale do rio. A canoa que os conduzia submergiu, mas salvaram-se numa ilha, de onde foram levados por jesuítas que tinham uma fazenda nos arredores de Porto Seguro.

Alguns anos depois, o coronel André da Rocha Pinto incendiou o cartório da então Vila do Príncipe, hoje cidade de Caetité, incorrendo, assim, na ira do vice-rei, que ordenou que lhe levassem a cabeça do criminoso. Temeroso e revoltado com a prepotência do vice-rei, o coronel André reuniu uma bandeira de duzentos homens e veio homiziar-se no lugar denominado ‘Passagem da Conquista’, nas proximidades da atual sede do município.

Conhecedor profundo da região, resolve tentar a exploração das minas do ‘Timorante’, distante 5 léguas para os lados das matas. Depois de algum tempo de trabalho, sente necessidade de ferramenta adequada e bastante munição. Resolve enviar o filho, acompanhado de quarenta homens, para irem abrindo picada até Ilhéus, aonde deveriam abastecer-se com o produto do ouro que levavam para tal fim.

O mensageiro, porém, chegando àquela cidade, ali permaneceu por dois anos, em verdadeira orgia, sustentando todo seu pessoal a peso de ouro. Entrementes, morre o velho bandeirante e é seu filho avisado para regressar imediatamente. Encontra este o extenso roteiro, no qual o seu falecido pai mencionava enigmaticamente o lugar onde enterrara todo mineral apurado durante os dois anos de sua ausência.

Por informação, tem conhecimento de que o velho, certo dia, despachara das minas todo o pessoal que ali trabalhava, ficando em sua companhia apenas um escravo, o qual desapareceu misteriosamente. De posse de alguns dados, continuou o herdeiro na tentativa de localizar a grande fortuna, porém, por mais que escavasse nos pontos que lhe pareciam indicados, nada pode encontrar, regressando desanimado à Ilhéus.

Corria o ano de 1782. Governava a capitania da Bahia D. Afonso Miguel Gonçalves, Marquês de Valença, quando surgiu João Gonçalves da Costa. Descobriu este, os campos da Conquista e rechaçou os índios que infestavam a zona. Fundou a povoação, depois de ter feito uma estrada entre Ilhéus e aquela região, tão cheia de feras que, num só mês, o sertanista matou 24 onças.

Ao fazer este percurso, o famoso bandeirante já encontrou em Poções três habitantes irmãos. Estabeleceu-se nesta região o seu filho bastardo sargento-mor Raimundo Gonçalves da Costa, que escolheu para sede do seu vasto domínio o hoje arraial de Santo Antonio de Morrinhos, distante 8 quilômetros da vila e apenas 2 quilômetros da Serra da Visão, foi até o rio Novo, em 1818.

De todos os filhos do coronel João Gonçalves da Costa, o sargento-mor foi o que mais se distinguiu pela bravura, tornando-se o mais intrépido conquistador dos sertões. Faleceu em 1830, no então arraial da Vitória.
Em 1840, surge na região o português de nascimento, coronel Raimundo Pereira de Magalhães, com 15 anos de idade, tendo encontrado ainda vestígios das explorações anteriores, principalmente o desejo dos habitantes descobrirem o tesouro enterrado pelo velho bandeirante André Rocha Pinto.

Sobre isto, o jovem português ouviu de um velho negro centenário, porém em perfeito juízo, que dizia ter sido escravo do coronel André, sendo molecote na ocasião da morte deste, mas que se lembrava perfeitamente disso, por ter assistido às pesquisas do ‘Senhor Moço’ em procura do tesouro, assim como das palavras que, repetidas sempre pelo velho, indicavam o rumo ao tesouro: ‘ Do cemitério para baixo, de passagem para cima, pedra do norte a sul nem mais, para trás, da estrada para cima me verás’.

Confere-se, pois, ao coronel André da Rocha Pinto a primazia da penetração inicial na região que hoje integra o município de Poções, que fazia parte do antigo e bravio sertão da Ressaca, da comarca de Jacobina.

A povoação foi fundada por Thimóteo Gonçalves da Costa e seus filhos Bernardo e Roberto Gonçalves da Costa, após a conquista dos indígenas residentes no local pelo capitão-mor João Gonçalves da Costa, que doou o terreno onde foi construída uma capela sob a invocação do Divino Espírito Santo. As obras da capela foram iniciadas em 03 de agosto de 1830, continuadas em 1842 pelo capitão-mor João Dias de Miranda, e terminadas pelo capitão Antonio Coelho Sampaio.

Site oficial da cidade