Paramirim-Bahia

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Paramirim é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2017 é de 22.286 habitantes.

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História

A primeira penetração ocorrida no território deste Município deu-se em consequência da colonização e exploração das minas do rio das Contas, no município de Rio de Contas, quando portugueses e brasileiros, seguindo pelas margens do Rio Brumado, cujas nascentes se controvertem no pico das Almas com as do rio Paramirim, lograram acesso às minas de ouro do Morro de Fogo nas proximidades do Vale do Paramirim, onde se encontra localizada hoje a cidade deste nome.

Assim, surgiram, nos princípios do século XVIII, os primeiros habitantes desta região, os portugueses Manuel José Pereira, tenente Valério Manuel Viana Luís Ribeiro de Magalhães, Antônio Ribeiro de Magalhães e Manuel Marques Vilela, e os brasileiros Antônio da Rocha Bastos e José da Rocha Bastos. Além das explorações de minérios, eles começaram a incentivar a agricultura e a pecuária, organizando as primeiras fazendas do território, como a da Cachoeira, a da Conceição, a Santa Apolônia e a fazenda Pires.

Em 1820, no mês de janeiro, Florêncio da Rocha compra ao Conde da Ponte as terras de Pau de Colher e Manuel Joaquim Pereira de Castro as da Fazenda Poções, ao mesmo Conde, pela grande quantia, naquele tempo, de 145.000,00 cujo pagamento foi realizado em quatro prestações de 36.250,00. Começa assim, o ajuntamento humano que deu início à povoação denominada arraial do Morro do Fogo, que seria, mais tarde, a cidade de Paramirim.

Pela Resolução n.° 200, de 29 de maio de 1843 a capela existente no Arraial foi elevada à categoria de freguesia com o nome de Nossa Senhora do Carmo do Morro do Fogo.

Com o progresso verificado no arraial de Água Quente, em virtude da presença nele de fontes de águas termais e que fora fundado em terras da fazenda pertencente ao coronel Liberato José da Silva, foi para esse Arraial transferida a sede da freguesia do Morro do Fogo, pela Resolução provincial n.° 1.460, de 23 de março de 1875.

Água Quente, sede da freguesia do Morro do Fogo, foi elevada à categoria de Vila com o nome de Industrial Vila de Água Quente, pela Lei Provincial n.° 1.849 de 16 de setembro de 1.878, que criou o município do mesmo nome, formado pelos territórios das freguesias do Morro do Fogo e São Sebastião de Macaúbas. Entretanto, o Município não foi investido de fato nessa categoria por Ter a Lei n.° 1.849, que o criou, sido revogada pela Resolução Provincial n.° 2.236, de 6 de agosto, que elevou a capela dedicada a Santo Antônio, localizada no arraial do Ribeiro, que era filiada à freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Morro do Fogo, à categoria de freguesia, com o nome de Santo Antônio.

Em virtude de Ato estadual, datado de 24 de março de 1890, o Município foi restaurado com território desmembrado do de Minas de Rio de Contas, intuindo-se na posse de tal direito a 23 de maio do ano seguinte.

Em 1898, o capitão Antônio José Cardoso, comerciante rico localizado em Água Quente, foi nomeado seu Intendente, tendo-o sucedido o coronel Juvêncio Pereira, genro do coronel Liberato José da Silva, falecido havia anos.

De acordo com a Lei estadual n.° 460, de 16 de julho de 1.902, a sede municipal foi transferida para a povoação do Arraial do Ribeiro (hoje Paramirim), que naquele tempo estava em fase de maior desenvolvimento do que Água Quente e por se achar mais bem localizado geograficamente. O acontecimento foi marcado com grandes festas, estando presentes as autoridades da Comarca de Minas do Rio de Contas.

Pela Lei estadual n.° 736, de 26 de junho de 1.909, o Município e a Vila passaram a ter o nome de PARAMIRIM, que, na língua tupi-guarani, significa “o rio pequeno”.

Na divisão administrativa de 1.911, o Município aparece formado pelos distritos de Paramirim, Canabravinha, Água Quente e Santa Maria do Ouro.

Segundo o Decreto estadual n.° 7.455, de 23 de junho de 1.931, foi o município de Bom Sucesso (atual Ibitiara) extinto e anexado ao de Paramirim; porém, o Decreto estadual n.° 7.479, de 8 de julho do mesmo ano, transferiu para o Município de Macaúbas o território de Bom Sucesso.

Em 1.932, pelo Decreto Estadual n.° 8.187, de 23 de setembro, o distrito de Canabravinha foi extinto e anexado ao Distrito Sede, perdurando a extinção até 1.938, quando voltou a ser distrito.

Pelo Decreto estadual n.° 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Santa Maria do Ouro passou a denominar-se Ibiajara.

Pela Lei estadual n.° 628, de 30 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de Rio do Pires, aparecendo o Município formado, a partir daí, pelos distritos de Paramirim, Água Quente, Canabravinha, Ibiajara e Rio do Pires.

Em 1.962 e 1.963, desmembraram-se do município de Paramirim, por emancipação, os distritos de Rio do Pires, Ibiajara e Água Quente, passando daquele ano o nosso Município a constituir-se dos distritos de Paramirim e Canabravinha.

O primeiro Intendente Municipal de Paramirim foi o coronel Leopoldo de Souza Leão, em 1.902.

A primeira Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Paramirim foi assim constituída: Presidente, Érico Caires Cardoso; Vice-Presidente, Otávio Cândido de Azevedo; 1° Secretário, Natalice Barbosa Guimarães; 2° Secretário, José Carmelino Vieira – no ano de 1948.

O primeiro Pretor do Termo foi o Bel. Pio Alves Boaventura e o 1° Juiz de Direito da Comarca foi o Bel. Gudstein José Soares.

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