Palmeiras-Bahia

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Palmeiras é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 12º31’44” sul e a uma longitude 41º33’32” oeste, estando a uma altitude de 697 metros. Sua população estimada em 2004 era de 7.711 habitantes. Possui uma área de 698,462 km².

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História

Entre 1.815 a 1.819, Joaquim Pereira dos Santos, lavrador, residente num lugar conhecido como Olhos d’Água, comprou um trato de terra em mãos do Sargento Mor Francisco José da Rocha Medrado, poderoso senhor de terras e escravos, dos tempos provinciais. A nova propriedade foi transformada numa fazenda de café, a qual ficou conhecida como Fazenda das Palmeiras, devido à abundância de palmeiras existentes naquele lugar.

Com a descoberta e exploração de diamantes no córrego do Lajedinho, afluente do Rio Preto, que banhava a Fazenda das Palmeiras, um grande contingente de garimpeiros chegou à região e os moradores da fazenda que antes viviam da lavoura, despertaram para os serviços de mineração.

A vinda de garimpeiros e pessoas interessadas na exploração diamantífera fez com que a fazenda crescesse, transformando-se num rústico e humilde arraial.

Em 1.864 o Arraial das Palmeiras já era um lugar florescente, que atraía garimpeiros de Lençóis, Andaraí e Mucugê. Com o passar do tempo as casas que antes eram de enchimento e cobertas de palhas e cavacos, deram lugar a outras de melhor aparência, construídas de adobes e cobertas de telhas e o humilde arraial transforma-se no Povoado das Palmeiras de Lençóis.

Na administração do Presidente da Província Baiana, o Desembargador Antônio Luiz Afonso de Carvalho, a Lei nº 2.651 de 14 de maio de 1889, eleva o Povoado das Palmeiras dos Lençóis, a Distrito de Paz, ainda subordinado ao município de Lençóis.

Em 15 de janeiro de 1.891 o povoado foi desmembrado de Lençóis por um Ato Estadual, elevando-se à categoria de vila, com a denominação de Villa Bella das Palmeiras. Para elevar o povoado à condição de vila, trabalharam heroicamente os Senhores Antônio Afonso Teixeira, João Batista da Silva, João Oliveira Cosme e João Capistrano de Souza.

Finalmente em 1.930, por força do Decreto Estadual nº 7.120 de 13 de dezembro, foram concedidos foros de cidade à sede municipal, simplificando o nome do município a Palmeiras.

Na divisão administrativa de 1.933 e nas divisões seguintes a situação permaneceu inalterada até que a Lei nº 628 de 30 de dezembro de 1.953, criou o distrito de Caeté-Açu, com sede no povoado de Capão Grande.

A história do Município possui, ainda, vestígios de grupos pré-históricos (pinturas rupestres, no Matão), passagens indígenas, comunidades quilombolas (Tejuco e Serra Negra), além de influências de movimentos alternativos (Vale do Capão). Hoje, Palmeiras ainda preserva sua arquitetura histórica da época áurea do Ciclo do Diamante, como o Palacete dos Macedo, a Prefeitura Municipal, a Igreja Matriz do Bom Jesus, dentre outros.

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