Mata de São João-Bahia

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Mata de São João é um município da Grande Salvador, no estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada em 2017 era de 46 998 habitantes. A “Costa dos Coqueiros”, na qual se insere a região litorânea do município, é conhecida no mundo inteiro pela beleza de suas praias, pela ocorrência de sol o ano todo e por sua natureza exuberante.

A região litorânea do município começa em Praia do Forte, ao sul, e vai até Costa do Sauipe, ao norte, possuindo 28 quilômetros de litoral e reservas naturais. É uma área que une a simplicidade dos vilarejos baianos com a sofisticação de algumas das maiores redes de hotéis do mundo.

Segundo a crença popular, o nome original do povoado era “São João da Mata”, com o nome original vindo a ser alterado em função de João Lopo de Mesquita, que teria aberto estradas e derrubado matas na região entre 1649 e 1659. As pessoas teriam começado a se referir à região como “mata do seu João”, e isso teria causado o surgimento da denominação atual do município, “Mata de São João”.

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História

Por volta do ano 1000, a região ocupada atualmente pelo município foi invadida por povos tupis procedentes dos vales dos rios Madeira e Xingu, afluentes da margem direita do rio Amazonas, que expulsaram as tribos indígenas locais, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. Quando os primeiros navegadores europeus chegaram à região, no século XVI, a mesma era ocupada pela tribo tupi dos tupinambás.

Em 1549, a comitiva do governador-geral Tomé de Sousa vinda de Portugal chegou a Salvador. Junto com ela, veio Garcia de Sousa d’Ávila, que, em 1551, começou a construir a Casa da Torre – na então Tatuapara -, na atual Praia do Forte, em Mata de São João, com a finalidade de fiscalizar as embarcações que se dirigiam a Salvador. A fortificação só veio a ser concluída em 1624. Ela veio a se constituir no núcleo do maior latifúndio das Américas, o qual se estendia da Bahia até o Maranhão com plantações de coco e de cana-de-açúcar e criação de gado, movidas pelo trabalho escravo de índios e negros.

No início do período colonial, chegou a abrigar o porto de Tatuapara, na enseada de Tatuapara, local para estabelecimento do comércio internacional e ponto mais ao norte para onde as correntes marinhas levavam.

O povoado foi elevado a vila em 1846. No século anterior, porém, o território matense atual pertenciam a Água Fria e Espírito Santo de Nova Abrantes.

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