Laje-Bahia

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Laje é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2010 era de 22.206 habitantes, distribuídos em 499,422 km² de área.

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História

A ausência de documento que indiquem de maneira concreta e precisa às origens históricas do município faz recorrer à tradição corrente entre os mais antigos moradores locais. Afirmam eles que uma enchente, desviando o curso do Rio Jiquiriçá, provocou total destruição de uma pequena comunidade existente em sua margem direta. Os principais habitantes do local afetado, reunidos, edificaram uma capela sobre a inovação de Nossa Senhora das Dores e assim, teve início a uma nova povoação, situada agora na margem esquerda do rio e um pouco abaixo da Cachoeira do Estouro, local que colocava o incipiente de enormes lajeados, nas proximidades, o povoado tomou a denominação de Nova Laje.

Os fatos acima mencionados são anteriores a 1850, porquanto somente a 02 de maio de 1864, pela Lei Provincial nº 929, foi à povoação elevada à categoria de freguesia, subordinada estocasticamente a freguesia de São Miguel e sob a denominação de Nossa Senhora das Dores de Nova Laje, topônimo que evoca simultaneamente a padroeira e uma peculiaridade de seu território.

Em 1870, pela resolução provincial nº 1.100, de 9 de abril, a sede de freguesia foi transferida para a capela de Nossa Senhora da Conceição do Cariri, localidade próxima.

Porém pouco depois, em 1884, a sede da freguesia retorna a Laje, agora sob a designação de Nossa Senhora da Conceição do Cariri de Nova Laje, nome esse que as autoridades eclesiásticas deram para a Paróquia atual. Com a criação da Vila de Aratuípe em 1899, foi à freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Cariri de Nova Laje anexada a seu território, dele fazendo parte até 1905.

Nesse ponto convém esclarecer que, antes da criação de Aratuípe,, o território do atual município de Laje, integra, hoje o município de Jiquiriçá, que, por sua vez fora desmembrado do de Nazaré e alcançavam o quilômetro 86, sendo aí edificada a estação de Laje. Esse acontecimento deu grande impulso à povoação, aumentando consideravelmente o número de habitações, que se concentravam em torno da referida estação, hoje centro da cidade.

Em virtude desse melhoramento, e graças aos esforços de José Augusto Sampaio e dos Senadores Estaduais João Martins da Silva e Frederico Costa, viu-se o distrito de Nova Laje elevado à categoria de município, através da Lei Estadual nº 595, de 20 de julho de 1905. A administração do município iniciou-se a 1º de janeiro do ano seguinte, sendo o seu primeiro intendente o Sr. Leonel Caldas Brito, que já exercia a freguesia da junta Distrital.

No ano de 1914, ocorre outra enchente do rio Jiquiriçá e, pela segunda vez sofre a cidade os seus rigores. Destruída parcialmente, a reconstrução a que doravante se vai proceder, restringe-se a áreas edificáveis, a margem esquerda do rio, a salvo de futuras cheias. Um melhoramento de vulto se deu com a inauguração da energia elétrica em 2 de julho 1927. Este foi o pioneiro avanço da cidade, no qual o Sr. João Freire de Assis,  firmou com a Prefeitura Municipal o contrato de concessionário do fornecimento de energia elétrica, importante serviço de utilidade pública.

Até 1932, Laje compunha-se apenas do Distrito Sede-Nova Laje. Porém, em 1933,foram criados os distritos de Capão e Engenheiro Pontes teve, também antes da atual denominação, o topônimo Toca. Esta última denominação foi-lhe dada em homenagem ao Engenheiro Frederico Pontes, encarregado da construção do trecho ferroviário que por ali passa. Esses distritos fazem parte ainda da atual divisão territorial fixada pelo Decreto Estadual nº 11089, de 30/11/1938, acontecendo o mesmo entre 1944 a 1948, estabelecida pelo Decreto Estadual nº 12978, de 01/06/1944, permanecem os nomes dos citados distritos devendo-se observar a mudança da grafia do topônimo da sede municipal, que passou a escrever-se LAJE em vez de LAGE, como erradamente se escrevia antes.

Em 1960 Laje sofre mais uma vez a ação das cheias do rio Jiquiriçá, destruindo parcialmente toda sede e levando muitas famílias a deixarem o município. Mas permanecem aqui homens e mulheres valorosos que lutando, reconstruíram a cidade que chega ao século XXI estruturada e acolhedora.

Site oficial da cidade