Jucuruçu-Bahia

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Jucuruçu é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2015 era de 10.118 habitantes.

Jucuruçu é vocábulo indígena que significa “cobra grande”. Do tupi jucuru: cobra, jacuru ou jucuru; e ussu: grande. Nome supostamente dado pelos índios devido as curvas do rio que margeia a cidade, dando a impressão de que o mesmo é uma grande cobra. Diz a lenda que essa cobra existiu, e que após ter sido morta pelos índios, ela se transformou no rio.

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História

A história de Jucuruçu se inicia com a chegada das famílias Rocha e Rodrigues (esta última popularmente conhecida como “Os Du”), onde hoje é a sede administrativa do município. A chegada das duas famílias é datada em meados de 1912, sendo os patriarcas das duas famílias, respectivamente, os senhores Ramiro Rocha e José Rodrigues, o “Zé de Du”. Já em 1933 dá-se a criação de uma comunidade denominada Santo Antônio através do decreto estadual nº 8531, que caracteriza como Distrito da cidade de Prado.

A doação do território para construção da comunidade foi realizada por Manoel de Du, filho de José de Du. Até então a localidade era conhecida como Fazenda Venezuela. O casamento para selar a união entre as famílias era uma estratégia comum, prova disso foi o casamento de Manoel de Du e João de Du com as netas de Ramiro Rocha, Júlia e Maria, respectivamente. Em 1938, o Distrito passou a ser chamado de Trindade e por um decreto estadual de 1943, é novamente re-denominada, agora para Jucururu, notoriamente o nome sofrera um erro ortográfico. No entanto, a comunidade ficou conhecida popularmente mesmo como Chumbo, após Manoel de Du e seu irmão, Dely de Du, encontrarem um saco de chumbo em um riacho nas proximidades.

Em 10 de maio de 1961, é desmembrado do município de Prado, passando a pertencer ao recém criado município de Itamaraju. Em 24 de fevereiro de 1989, o Distrito é elevado a categoria de Município e só então a correção foi feita com a mudança de denominação para Jucuruçu.

Já no período pós-emancipação, em 1989, o pecuarista Porfírio Antonio Rodrigues foi eleito prefeito cujo vice-prefeito foi Anésio Martins, derrotando o favorito Antonio Rodrigues da Rocha, o “Antonio de Dely” e seu candidato a vice-prefeito, Dilson Pompilho, o “Dilson Ceru”. Já em 1992, Teodolino José Pereira, o “Dola”, foi eleito prefeito cujo vice-prefeito foi Gilberto Moitinho, representando o distrito do Coqueiro.

Eles derrotaram o comerciante Ivan Lacerda. Em 1996, Porfírio Antonio Rodrigues foi eleito prefeito pela segunda vez e sua vice-prefeita foi Helenita Moitinho, esposa de Gilberto Moitinho. O candidato derrotado naquele pleito foi novamente Ivan Lacerda. Nas eleições seguintes, em 2000, a médica Eliana Cabanas foi eleita prefeita e Dola foi seu vice-prefeito. Eles derrotaram o opositor Hermes Perin, que viria a compor a chapa com Dola em 2004 derrotando Eliana. Desta forma, Dola elegeu-se prefeito pela segunda vez, e ao tentar reeleição em 2008, foi derrotado pelo militar Manoel do Carmo Loyola. Naquela ocasião, havia três candidatos a prefeito, onde o comerciante Paulo Figueiredo dos Santos ficou em terceiro lugar.

Loyola foi eleito prefeito com apoio de Gilberto Nogueira da Silva, seu vice, que assumiu como chefe do poder executivo do município no último trimestre de 2012, após afastamento do prefeito pela câmara de vereadores. Uma curiosidade é que Gilberto Nogueira da Silva foi o primeiro prefeito descendente direto tanto de José de Du quanto de Ramiro Rocha. Já em 2012, a bacharel em Direito, Uberlândia Carmos Pereira foi eleita prefeita e seu vice-prefeito foi Paulo Figueiredo dos Santos. Uberlândia é filha do ex-prefeito Teodolino José Pereira e derrotou Loyola nas eleições daquele ano. Em 2016, Uberlândia foi re-eleita prefeita e o comerciante Erley Fernandes foi seu vice-prefeito, derrotando o médico Ailton Amorim e o bancário e então vereador Ernandes Rodrigues Jardim.

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