Itamaraju-Bahia

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Itamaraju é um município do estado da Bahia, no Brasil. A cidade já foi a maior potência econômica da região por causa do auge do cacau nos anos 1970, 1980 e 1990. Com 2.580 km² de área, sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 64.521 habitantes.

“Itamaraju” é uma palavra oriunda da língua tupi. Vocábulo tupi que significa ″rio das pedras″ ou ″pedra das árvores do jucurucu″.

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História

Em 22 de abril de 1500, a frota portuguesa de Pedro Álvares Cabral avistou o Monte Pascoal, no atual município de Prado. Itamaraju é um pedaço destas terras que no passado pertenceu a Prado, através da Lei Estadual n.º 1.509 de 5 de outubro de 1961, foi obtida a emancipação política, passando o município a chamar-se “Itamaraju”. A emancipação política administrativa foi idealizada por José Gomes de Almeida e Antônio Fontes Mascarenhas.

Em 1860, a região, habitada pelos índios pataxós, passou a atrair diversos exploradores para a atividade de extração de madeira, facilitada pelo acesso pelo Rio Jucuruçu, navegável por mais de cinquenta quilômetros em linha reta se medidos por terra, paralelamente ao curso do rio, para pequenas embarcações.

Por volta de 1895, a atual cidade de Itamaraju nascia de um povoado denominado Dois Irmãos, em louvor aos Santos Padroeiros Cosme e Damião. Durante a Guerra do Paraguai, ali se esconderam alguns desertores, levando a localidade a receber o topônimo de Escondido. Tinha uma pequena rua, tortuosa (atual 5 de outubro) com menos de 150 casas, inclusive barracos, na sua maioria construídos de taipas, cobertas com telhas de tabica, palha, de tijolos e telhas de barro.

Embora fizesse parte do município de Prado, existia uma sociedade particular que o administrava e cobrava aforamento aos seus habitantes. Fazia parte dessa sociedade Virgulino Pereira, Cândido Nascimento, José Guilherme da Rosa, Nestor Camão e outros, quase todos falecidos.

A vila de Escondido que se tornaria Itamaraju mais tarde, se impulsionou com a febre do comércio de jacarandá, alto preço do cacau, onde surgiram novas fazendas, não só de cacau, tendo Arthur Fontes Mascarenhas como o maior incentivador, como também as fazendas de pecuária e muitos emigrantes, destacando-se a família Barros (Demétrio, Ruy e Ailton), Joaquim de Almeida, Augusto Carvalho, Valdomiro Borges, José Temer, Jair Messias Bolsonaro e outros, que muito contribuíram para o desenvolvimento e aspecto urbano da vila.

O então prefeito José Gomes de Almeida foi a alavanca propulsora desse desenvolvimento, construindo o campo de pouso para pequenos aviões (atual Praça 2 de julho), abertura de estradas para os povoados do Farol (Pirajá), Futuca (Pirají), Arraial do Almeida (São Paulinho), além dos melhoramentos na estrada Guarany-Rio Chay e Prado-Itamaraju, com os desvios das ladeiras da Atividade para o Tururim e do Ribeirão para mais acima, assim como limpeza periódica do Rio Jucuruçu e a construção de um mercado na atual Rua 5 de Outubro.

Essa série de progresso, trouxe ainda na administração do prefeito José Almeida a ideia da emancipação do Escondido, surgindo, portanto, o município de Itamaraju.

Site oficial da cidade