Itagimirim-Bahia

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Itagimirim é um município brasileiro do estado da Bahia. A sua população estimada em 2014 era de 7.646 habitantes.

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História

No final do século XIX, vindo de Minas Gerais de canoa através do Rio Jequitinhonha, o jovem Gregório Teixeira chegou ao povoado de Cachoeirinha, município de Belmonte, na Bahia e aceitou uma proposta para trabalhar com o coronel Juca de Vicente. O ano era 1899. O coronel, reconhecendo a dedicação e valentia de Gregório, doou-lhe um pedaço de terra junto a um pequeno rio, que ele denominou de Limoeiro. Ali, Gregório teve que brigar com fazendeiros, índios e onças para garantir o direito de permanecer naquela beira de rio, onde construiu o primeiro rancho do lugar. Assim nascia o futuro  arraial denominado de Manguinha, depois Manga do Limoeiro, que se tornou ponto de apoio aos exploradores do Jacarandá.

Em um pedaço de terra à beira do Limoeiro, Domingo Vencedor construiu as primeiras casas e dona Ernestina Abraão instalou a primeira venda. Nos anos 40 fizeram um barracão para fins comerciais, onde hoje funciona a Câmara de Vereadores, fornecendo aos homens que trabalhavam na exploração da madeira, gêneros alimentícios, utensílios e ferramentas. Posteriormente, tornou-se ponto de pouso para tropeiros que faziam comércio entre Minas Gerais e o extremo sul da Bahia. Por esta época Darwin Abraão, filho da professora Ernestina, era o administrador do povoado, tendo aberto uma farmácia e instalado seis lampiões de gás na rua principal, sendo o vaqueiro e cantador Merenciano contratado para acender os lampiões todo final de tarde.  Com o aumento da extração e comércio do jacarandá o povoado passou a se chamar São Domingo e quando Pedra Branca passou a distrito de Belmonte, São Domingo novamente mudou de nome, passando a se chamar Itagi, já nos anos 50.

Em 1959 chegou a Itagi o coletor Othoniel Ferreira dos Santos para instalar a recém criada Coletoria Estadual. Natural de Belo Campo (município de Vitória da Conquista), Othoniel chegou ao povoado de Itagi em dezembro de 1959 acompanhado de 27 cavaleiros e logo começou a difundir a ideia da emancipação política aos moradores da localidade, que adotaram a causa e decidiram pela emancipação através de um plebiscito, cujo projeto foi de autoria do deputado estadual Vespasiano Dias e por meio da Lei número 1.687, publicada no Diário Oficial do dia 26 de Maio de 1962, foi criado o município de Itagimirim.

A primeira eleição foi disputada entre o coletor Othoniel Ferreira dos Santos e o fazendeiro Daniel Vargens. Num processo eleitoral marcado por subornos e ameaças, ao estilo dos velhos coronéis da política, o fazendeiro Daniel conseguiu inverter o resultado das eleições vencida nas urnas  por Othoniel, e sagrou-se vencedor graças à decisiva intervenção do juiz eleitoral que dizia que sua caneta se chamava bailarina e dançava de acordo com o ritmo das moedas.

Para a eleição municipal de 1966, o nome de Othoniel surgiu naturalmente e enfrentando o candidato dos fazendeiros, ele venceu com ampla margem de votos, porém, através de uma nova manobra política urdida entre o ex-prefeito e lideranças da antiga sede do município, Itapebi, eles conseguiram anular a emancipação e impediram a posse de Othoniel Ferreira, que teve que se mobilizar junto ao governo do Estado e com a questão judicializada teve que ir ao Supremo Tribunal Federal em Brasília para garantir a emancipação e o sonho de liberdade do povo de Itagimirim.

Com a quase totalidade das ruas calçadas e com rede de esgoto, praças arborizadas, com praticamente nenhuma criança fora da escola, atendimento médico preventivo nas residências de famílias pobres, nos anos 80 Itagimirim recebeu o título de “Cidade Modelo”

Site oficial da cidade