Feira de Santana-Bahia

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Feira de Santana é um município brasileiro do Estado da Bahia situado a 108 Km de sua capital, Salvador, com a qual se liga através da BR-324. Feira, como comumente é apelidada, é a segunda cidade mais populosa do estado e primeira cidade do interior nordestino em população, ou seja, é a maior cidade do interior das regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil, e é também a sexta maior cidade do interior do país, e com uma população maior que oito capitais estaduais.

Na Hierarquia urbana do Brasil, Feira de Santana é uma capital regional B e sede da maior região metropolitana do interior nordestino. Feira de Santana é uma cidade consolidada no vale do Rio Jacuípe, na borda ocidental do Recôncavo, a leste dos planaltos semiáridos.

O distrito do centro de Feira de Santana está localizado imediatamente a leste da confluência dos planaltos acidentados com o Rio Jacuípe e as planícies que se limitam com a zona da mata a leste, a cerca de 45 km de distância do Oceano Atlântico. O meridiano 39° oeste de Greenwich passa através da região central da cidade.

Feira de Santana é o principal centro urbano, político, educacional, tecnológico, econômico, imobiliário, industrial, financeiro, administrativo, cultural e comercial do interior da Bahia e um dos principais do Nordeste, exercendo influência sobre centenas de municípios do estado. Além de maior, é também a principal e mais influente cidade do interior da região Nordeste.

Feira de Santana foi a primeira cidade da América Latina a ter um plano diretor, eleita pela revista Exame a melhor cidade da Bahia para investimentos imobiliários, a sétima do Nordeste e a 44º do Brasil, por estudos da mesma revista, é considerada a décima cidade do país em infraestrutura urbana, por estudos da Editora 3 e revista Isto É, foi eleita a 5º melhor cidade grande do país por indicadores sociais e está entre as 50 melhores cidades do Brasil para se viver, e foi destacada no jornal Folha de Londrina como uma das cidades que mais crescem no país atualmente.

Localiza-se a 12º16’00” de latitude sul e 38º58’00” de longitude oeste, a uma altitude de 234 metros. Sua população de acordo com estimativa do IBGE de 2019 é de 614.872 habitantes.

Feira de Santana tendo o 69º maior produto interno bruto (PIB) municipal da nação, o terceiro maior na Bahia e o maior do interior do Nordeste, com R$ 11 961 846 bilhões de reais, é um importante centro industrial e comercial do Brasil, com um grande poder de compra e um forte comércio. Feira de Santana exerce um alto nível de influência econômica, comercial e política na Bahia e na região Nordeste brasileira, sendo o único município do interior do Nordeste com PIB acima de 10 bilhões. É sede de grandes empresas como a Le BiscuitParadise Indústria AeronáuticaR.CarvalhoL.MarquezzoBrasfrutEmpresa de transportes Santana, entre outras. A cidade é conhecida mundialmente por sediar o maior carnaval fora de época do país, a Micareta de Feira.

Destaca-se também festejos como o São João de São José, São Pedro de Humildes, festa de Nossa Senhora de Sant’Ana, a ExpoFeira (uma das maiores feira de exposição agropecuária do Nordeste) e o Natal Encantado, além de ter importantes monumentos, como o monumento do caminhoneiro que representa a importância rodoviária do município, a estátua do tropeiro (um dos símbolos da cidade fundada por tropeiros comerciantes no século XIX), Monumento à Maçonaria, o Relógio Rotary, a Igreja Senhor dos Passos em estilo neogótico, o museu parque do saber que possui um planetário de última geração, com apenas outro existente na América Latina localizado em Buenos Aires(Argentina), o Observatório Astronômico Antares e o Feiraguai, um dos três maiores centros de comércio de produtos piratas e importados do país, em sua maioria chineses, perdendo apenas para a 25 de março em São Paulo e a feira do Paraguai em Brasília.

Feira de Santana é um grande polo educacional, possui um bom ensino de base e fundamental, e algumas das melhores escolas do país, como o Colégio Helyos, Acesso e Nobre, é sede da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), e possui mais de 30 Faculdades particulares, e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB-CETENS). Ainda no ensino superior, a cidade conta também com instituições de educação tecnológica como o Instituto Federal da Bahia (IFBA) e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB). Feira de Santana possui mais escolas que várias capitais do país como Natal, Aracaju, Florianópolis, Maceió, Cuiabá, João Pessoa, entre outras.

Feira de Santana apresenta um grande crescimento em seus índices sociais, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pelas Nações Unidas é de 0,712 (alto), possuindo uma qualidade de vida superior a 72,24% dos municípios brasileiros.

Localizada em uma zona de transição entre a Zona da Mata e o Agreste, a cidade ganhou de Ruy Barbosa, o Águia de Haia, a alcunha de “Princesa do Sertão”. Há também outros cognomes: “Porta Áurea da Bahia” (Pedro Calmon), “Cidade Patriótica” (Heroína Maria Quitéria), “Cidade Escola” (Padre Ovídio de São Boaventura), “Cidade Formosa e Bendita” (Poetisa Georgina Erismann), “Cidade Progresso” (Jânio Quadros). Possui alguns dos melhores índices do estado: o terceiro maior acesso à rede de esgoto do estado; o maior centro de abastecimento do Norte-Nordeste; além de internet gratuita à população, fornecida em diversas partes do centro da cidade, no conjunto Feira V (ao lado da Capela São Francisco de Assis), no rodoviária municipal, no aeroporto, na biblioteca municipal, e em várias praças e bairros da cidade, servindo a dezenas de milhares usuários diários no município.

A cidade é um grande centro de referência regional na área da saúde, conta com vários Hospitais públicos e particulares, além de dezenas de postos de saúde, UPAs e centros médicos espalhados por toda cidade, Feira de Santana possui mais estabelecimentos de saúde que algumas capitais como Aracaju, Maceió e Cuiabá, a saúde e a educação municipal de Feira de Santana possui parceria tecnológica com a Microsoft.

Seu aeroporto é o Aeroporto Governador João Durval Carneiro. A cidade encontra-se no principal entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste brasileiro, e o segundo do Brasil, atrás apenas de São Paulo, é onde ocorre o encontro das BRs 101, 116 e 324, além de seis rodovias estaduais, funcionando como ponto de passagem para o tráfego que vem do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste, que se dirige para Salvador e outras capitais e importantes cidades nordestinas. Graças a esta posição privilegiada, possui um importante e diversificado setor de comércio e serviços, além de indústrias de transformação, alimentícias, química, materiais elétricos, materiais de transporte, na produção de biodiesel, mecânica e aeronáutico.

A partir da década de 1970, o perfil econômico feirense cresceu progressivamente, tendo evoluído para um importante e diversificado centro industrial, logístico e econômico regional, até se tornar uma das principais cidades do interior do Brasil.

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História

Há muitos anos viveu na região um casal de portugueses chamado Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa. Eles moravam numa fazenda de sua propriedade que pertencia à paróquia de São João das Itapororocas. Essa fazenda tinha o nome de Santana dos Olhos D’água. Por esta fazenda passava uma estrada, que era conhecida como Estrada das Boiadas, percorrida pelo gado trazido do sertão que deveria ser vendido em Santo Amaro, Cachoeira e Salvador.
Os vaqueiros, tropeiros e outros viajantes paravam sempre nesta estrada para descansar e adquirir água mais fácil de ser encontrada. Os proprietários, como católicos que eram, construíram uma capelinha em louvor a Senhora Santana e São Domingos.

Com o passar dos tempos, foi surgindo ao redor da capela, uma feira livre, onde os viajantes que passavam por perto paravam, para comprar e vender mercadorias. E a feirinha foi aumentando até que a fazenda foi transformada num arraial, pois sua população havia aumentado, então passou a chamar-se de Santana dos Olhos D’água. Iniciou-se assim a formação do povoado que se chamou Santana da Feira, então pertencente a Cachoeira.

O tempo foi passando e a povoação foi aumentando. Foi então que o governo elevou o povoado a vila em 1833. Nesta data iniciou-se o município de Feira de Santana, separando-se de Cachoeira. Mas a vila continuou a crescer; surgiram ruas, lojas, etc.

O desenvolvimento da vila foi tão notável que fez Lei provincial n.º 1.320 de 16 de janeiro de 1873 elevá-la à categoria de cidade, ficando com o nome de Cidade Comercial de Feira de Santana.

Como acontece com todo povoado, o que deu origem à Feira de Santana teve condições bastante humildes. As casas eram cobertas de palha, as paredes eram de barro amassado e o piso era de terra batida. Só mais tarde passaram a cobrir de telhas, as paredes levantadas, com tijolos fabricados em olarias e o piso passou a ser coberto de cimento, tijolos, mosaicos e madeira.

As casas eram iluminadas à vela, candeeiros de querosene, lamparinas ou luz de acetileno (gás produzido pela ação de água com carbureto). As ruas eram iluminadas com lampiões de querosene. A água era extraída de olhos d’água que haviam em locais próximos ao povoado. A água era vendida nas casas por aguadeiros que transportavam no lombo dos animais. Depois os moradores começaram a cavar poços e cisternas que chegavam até o lençol d’água subterrâneo e não mais precisavam pagar pela água. O único meio de comunicação existente era o correio a cavalo. As estradas eram bem simples e por elas trafegavam apenas carroças. Para chegar a Salvador, havia a Estrada das Boiadas até Cachoeira e, de lá, usava-se barco a vapor até a Capital.

A vida político–administrativa de Feira de Santana teve início em 1833, quando a 18 de setembro foi instalada a 1a Câmara Municipal, cujos membros eram chamados vereadores.

Todas as decisões eram tomadas pelo presidente que agia como um prefeito, em nome da Câmara.
A ocorrência que mais marcou essa época foi a visita do imperador D. Pedro I acompanhado da imperatriz D. Teresa Cristina e vários nobres da corte, em 06 de novembro de 1859. Neste dia a comitiva imperial assistiu, na Igreja da Matriz às 18:00 horas, a um Te-Deum, cujo o pregador foi o padre Pedro José Cupertino.

Depois da Proclamação da República, Feira de Santana passou a ser governada por intendentes. Os intendentes correspondiam aos atuais prefeitos. O primeiro intendente foi Joaquim Melo Sampaio.
Os intendentes mais notáveis foram: Coronel Bernadino da Silva Bahia, que transformou a praça Remédios Monteiro numa praça arborizada, ajardinada e com coreto, hoje praça Bernadino da Silva Bahia, Mercado Municipal – hoje MAP e Paço Municipal.

O Coronel Agostinho Fróes da Motta, que realizou obras importantes, tais como: a construçào dos dois melhores prédios escolares da época: Escola Maria Quitéria, na Praça Fróes da Motta, e a antiga Escola João Florêncio, na Av. Senhor dos Passos, hoje arquivo Público Municipal.

O intendente Agostinho Fróes da Motta foi o presidente da Comissão da construção do prédio escolar J.J. Seabra, onde funcionou a Escola Normal e a antiga Faculdade de Educação. Foi o responsável pelo primeiro calçamento a paralelepípedos da praça Catedral e da Rua Conselheiro Franco.

Nessa época, a cidade ganhou uma agência do Banco do Brasil. Outra ocorrência foi a visita de Ruy Barbosa, ocasião em que a cidade ficou cognominada de “Princesa do Sertão”.

A mudança de intendentes para prefeitos ocorreu em 1929, na gestão do Dr. Elpídio Raimundo da Nova (último intendente e primeiro prefeito do município).

Site oficial da cidade