Conde-Bahia

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Conde é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 11º48’49” sul e a uma longitude 37º36’38” oeste, estando a uma altitude de 12 metros. Sua população estimada em 2013 era de 25.724 habitantes. Possui uma área de 954,452 km².

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História

O município de Conde que era habitado pelos bravos guerreiros tupinambás. Um dia, quando ali governava Mem de Sá, os padres jesuítas chegaram com a missão de catequizar os bravos que ali viviam. Os padres jesuítas começaram então, a ministrar os mandamentos do princípio cristão pacificando bravos índios tupinambás. As vastas terras onde os jesuítas e os bravos índios se encontravam só foram adquiridas pelos Jesuítas no ano de 1621, por meio de arrendamento perpétuo e por consentimento de Garcia d’Ávila, que precisamente no ano de 1650 as doou em testamento. Quando isso aconteceu os valentes índios de tribos vizinhas, foram ali morar, vivendo sob a orientação dos padres. Os colonos portugueses seduzidos pela fecundidade dessas terras resolveram se estabelecer na região dedicando-se às culturas da cana-de-açúcar e do fumo e à criação de gado. Diversos engenhos de açúcar foram então erguidos. Com o crescimento do processo de povoamento e exploração desse território a pequena aldeia dos índios tupinambás, mais tarde, foi transformada em um povoado, que se chamou Itapicuru de Baixo. Foi no ano de 1702, que o povoado foi elevado à freguesia recebendo então o nome de Nossa Senhora do Monte de Itapicuru da Praia.

Em 17 de dezembro de 1806, através de requerimento assinado pelo povo, foi elevada a Vila pelo ouvidor Navarro, com a denominação de Conde, em cumprimento à ordem do “Conde dos Arcos” de cujo título surgiu a denominação. Assim, o município da Vila do Conde teve os seus órgãos competentes criados e passou por diversas fases de desenvolvimento alcançando a República e aderindo a ela. Até 1912, a sede da Vila e município permaneceu no mesmo local de sua criação. Porém, uma enorme enchente do rio Itapicuru que corta até hoje a cidade, destruiu e devastou a sua economia. Em 10 de junho do mesmo ano, a sede do município, por força da Lei Estadual Nº 889 foi transferida para o Arraial de Esplanada. Passaram-se alguns anos e o povo do Conde tomou consciência do absurdo dessa submissão, visto que a frente econômica maior era do Conde e Esplanada usufruiu de todos os direitos. Depois de muita luta e até mesmo levante que resultou na morte do condense Minervino do Carmo, o município de Conde foi considerado como território desmembrado e livre de Esplanada.

Quando o Conde era subordinado a Esplanada o seu primeiro Intendente foi o Coronel Joaquim Macêdo (Quimquim) ceceado em Esplanada. O Dr. Alcides Brito queria se reeleger mais não admitia a independência de Conde. O movimento emancipacionista cresceu através de figuras como o Sr. Lamberto Pinto que se incumbira de preparar o documento oficial. Outro líder importante foi o alfaiate Minervino do Carmo que junto a Rodolfo Lins, da histórica fazenda São Bento, Antônio Castro, Alímpio Costa, Euclides Valença, entre outros, conseguiram tornar o Conde livre. Na ocasião o governador da Bahia, Juraci Magalhães, por intermédio do jornalista e deputado Dr. Altamirando Requião, nomeou Hermógenes Gomes Nascimento como primeiro prefeito de Conde. Daí então o fato do Sr. Alcides Brito, contragosto, ter sido obrigado a confirmar a emancipação e com a morte de Minervino do Carmo, o Conde foi desmembrado de Esplanada em 10 de Agosto de 1935.

Do alto da Vila do Conde, bairro mais antigo da região, observa-se uma vista panorâmica . E no ponto mais alto encontra-se o Alto do Cruzeiro, dizem os moradores mais antigos, que a Igreja Nossa Senhora do Monte recebeu uma imagem de Nossa Senhora, que foi posta no altar da Igreja. No dia seguinte verificou-se que a imagem não estava mais lá, e diante de tanta procura foi localizada em um monte em cima da copa de uma árvore, próximo à igreja. Levou-se a Santa de volta para a igreja e novamente ela apareceu no mesmo lugar. Diante dos acontecimentos, fez-se uma Capela para a Santa, lá no intitulado Alto do Cruzeiro. O alto do Cruzeiro recebe visitas diariamente de moradores da localidade e principalmente na alta temporada. Contam que próximo à raiz da àrvore, há um bojo que contém uma água milagrosa, e que permanece cheia durante todo o ano, ela nunca seca, as pessoas com enfermidades recorrem a ela para obter cura. Diversos são os pedidos que são feitos e atendidos pela Santa, em agradecimento os fiéis levam próteses, acendem velas e fazem muitas orações.

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