Canudos-Bahia

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Canudos é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 09º53’48” sul e a uma longitude 39º01’35” oeste, estando a uma altitude de 402 metros e encontra-se inserido no Polígono das Secas e no vale do rio Vaza-Barris. O município possui uma área de 2984 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 16.752 habitantes.

Etimologia

Conforme Euclides da Cunha em sua obra Os Sertões (1902), o local era em 1876 uma fazenda às margens do rio Vaza-Barris“ ocupada por população suspeita, ociosa e armada que fumava cachimbos de barro “de metro de extensão”, a partir tubos tirados da vegetação, canudosde-pito, existente nas margens do rio.

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História

Foi emancipado pela Lei Estadual nº 4.405, de 25 de fevereiro de 1985, desmembrado de Euclides da Cunha. Sede no antigo distrito de Canudos. Foi instalado em 1º de janeiro de 1986 com a posse dos vereadores e do primeiro prefeito eleito.

As três Canudos

A atual Canudos é a terceira Canudos da região. A primeira surgiu no século XVIII às margens do rio Vaza-Barris, a 12 km da localidade atual. Era uma pequena aldeia nos arredores da Fazenda Canudos. Com a chegada de Antônio Conselheiro e seus seguidores, em 1893, o lugar foi rebatizado como Belo Monte, e passou a crescer vertiginosamente. Calcula-se que no seu auge em 1897, viviam cerca de 25.000 habitantes, sendo destruída pelo Exército durante a Guerra de Canudos (1896-1897). A segunda Canudos surgiu por volta de 1910, sobre as ruínas de Belo Monte. Seus primeiros habitantes eram sobreviventes da guerra. Depois de uma visita do presidente Getúlio Vargas, em 1940, decidiu-se construir um açude no local.

Em 1950, com o princípio das obras de construção da barragem que inundaria o vilarejo, os habitantes começaram a sair, partindo para outras localidades da região, principalmente Bendegó, Uauá, Euclides da Cunha e Feira de Santana. Além disso, um novo vilarejo formou-se aos pés da barragem em construção, numa antiga fazenda chamada Cocorobó, a 20 km da segunda Canudos. Com o término das obras, o local onde ficava Canudos desapareceu por sob as águas do açude de Cocorobó em 1969. Um pequeno bairro do vilarejo ficou fora das águas, e hoje é chamado de Canudos Velho. O vilarejo de Cocorobó tornou-se município em 1985 e, aproveitando a fama do nome, foi batizada de Canudos, tornando-se assim a terceira cidade com este nome.

Entre 1994 e 2000, as ruínas da segunda Canudos puderam ser vistas no interior do açude, nas épocas de seca.

Pontos turísticos

Seus maiores pontos turísticos são:

  • o Parque Estadual de Canudos, que preserva alguns pontos onde ocorreram as batalhas da Guerra de Canudos, dentre eles o Alto do Mário, o Alto da Favela e a sede da Fazenda Velha – onde morreu o Coronel Moreira César, conhecido como o corta-cabeças, em sua desastrada tentativa de conquistar Canudos.
  • o IPMC – Instituto Popular Memorial de Canudos, que preserva o Cruzeiro de Antônio Conselheiro crivado de balas durante a guerra, além de uma coleção de arte popular inspirada na história do Belo Monte e uma pequena biblioteca sobre a guerra de Canudos e questões camponesas.
  • o Memorial Antônio Conselheiro, mantido pela UNEB, que guarda achados arqueológicos da região, além de algumas roupas e máscaras usadas na produção do filme “A Guerra de Canudos” de Sérgio Rezende.
  • a Estação Biológica de Canudos, mantida pela Fundação Biodiversitas
  • o Museu Histórico de Canudos, que guarda artefatos da Guerra de Canudos, entre outros objetos históricos do período. Criado pelo Sr. Manoel Travessa, está localizado no povoado de Canudos Velho, local habitado mais próximo de onde foram os conflitos.

Site oficial da cidade