Buerarema-Bahia

Buerarema-Bahia.jpg

Buerarema é um município situado no sul do estado da Bahia, no Brasil. Localiza-se às margens da rodovia BR-101. Sua população estimada em 2008 era de 20.687 habitantes. Atualmente, a cidade conta com duas agências bancárias e um hospital. É abastecida pelo Rio Una, que também abastece a cidade vizinha de São José da Vitória.

O município já foi chamado de Macuco, devido ao grande número de macucos na região. Os nativos de Buerarema são chamados bueraremenses.

“Buerarema” é uma palavra originária da língua tupi. Significa “madeira fedida”, através da junção dos termos ybyrá (árvore, madeira) e rema (fedido).

Buerarema.png

 

História

No século XVI, na época da chegada dos primeiros exploradores portugueses à região, a mesma era habitada pelos índios das etnias tupiniquim e aimoré. Com a divisão do Brasil em capitanias hereditárias pelo governo português, a região passou a pertencer à Capitania de Ilhéus. Com o fracasso das capitanias hereditárias, passou a pertencer à Província da Baía.

O povoamento do território iniciou-se por volta de 1910, especialmente por flagelados das secas que assolaram os sertões da Bahia e Sergipe. Estabelecendo-se à margens do ribeirão do Macuco, os imigrantes formaram o povoado com a mesma denominação. A partir de 1922, o arraial tomou novo impulso de crescimento, com a abertura da estrada Pontal-Macuco, via de escoamento da produção. Em 1943, alterou-se o topônimo para Buerarema.

Reivindicação Indígena

No período entre 1910 e 1930, surgiu a figura da liderança indígena tupinambá Caboclo Marcelino, que lutava pelo reconhecimento do direito à terra dos índios de sua etnia, os Tupinambá de Olivença.

No início do século XXI, ganhou notoriedade o controverso índio Babau, que encabeça o movimento dos índios tupinambás reivindicando territórios de Olivença. fazendo uso da violência e coação contra as famílias de pequenos agricultores, obrigando-os a cadastrarem-se como indígenas para fortalecer o movimento indígena. No caso da família do agricultor se recusasse, estariam sujeitos a ameaças de morte e ter suas terras invadidas.

O conflito culminou em 2014, quando depois de sofrer diversas ameaças, o pequeno agricultor Juraci Santana, representante do Assentamento Ipiranga, foi assassinado na frente da sua esposa e filha por três homens encapuzados. O assentamento possuía cerca de 40 famílias e os caciques da região frequentemente assediavam os agricultores para que estes se tornassem autodeclarados tupinambás. No evento, a população da cidade foi tomada pela revolta, a tal ponto que o então Governador Jacques Wagner solicitou ao Governo Federal a presença do Exército Brasileiro para exercer a GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Por ser considerado suspeito no assassinato do agricultor, foi emitido mandado de prisão para o cacique Babau.

Ao tentar solicitar um passaporte para sair do país, foi constatado o mandado de prisão, e o cacique Babau se entregou sem resistência à Polícia Federal, porém cinco dias depois, uma decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça determinou sua libertação, por estarem ausentes os requisitos legais exigidos para a aplicação de prisão temporária.

Em reintegrações de posse, é comum não haver resistência indígena no momento da reintegração; porém após a autoridade policial deixar o local, o agricultor fica novamente à mercê de invasões, inclusive com armas de fogo.

Site oficial da cidade