Andorinha-Bahia

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Andorinha é um município brasileiro do estado da Bahia, conhecido por ter uma das melhores festas de São Pedro do Brasil. Além disso, é a “terra do cromo e do bode”. Fica localizada no centro norte da Bahia, no Território Piemonte Norte Do Itapicuru, á 430 km da capital Salvador. Sua população estimada em 2016 era de 15.551, de acordo com o IBGE.

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História

No final do século XIX, no ano de 1885, João Alves de Araújo, recém-chegado da região do Recôncavo, comprou um terreno que tinha por limites as fazendas Cachoeira, Serra Branca, Morros e Bananeira e construiu uma pequena casa branca, onde hoje fica o centro da cidade de Andorinha, batizando o local como Fazenda Gato, motivo que logo lhe rendeu o apelido de João do Gato. Na Fazenda Gato, nasceram e se criaram seus treze filhos: Mateus, Elizeu, João, José, Pedro, Abílio, Gervásio, Antônio, Leocardo, José Pedrosa, Raimunda, Joana e Maria Pedrosa (única filha viva de João Alves), todos filhos de sua primeira esposa, Dona Josefa. Depois do falecimento de Josefa, João do Gato casou com Lorinda, com quem viveu até o fim dos seus dias. João do Gato era um homem muito trabalhador e progressista. Sabia da importância que a educação tem na vida de uma pessoa, por isso trouxe o professor Antônio Emílio, da cidade de Senhor do Bonfim, para alfabetizar seus filhos e os filhos de outras pessoas, que aos poucos estavam vindo morar na Fazenda Gato.

Sendo um homem muito religioso, trazia o Vigário Tolentino, da Paróquia de Senhor do Bonfim, para celebrar missas em sua residência, que logo ficou pequena para tanta gente. Em 1919, foi construída a Capela do Sagrado Coração de Jesus (que não existe mais) por João do Gato, com ajuda dos seus filhos. Na capela, os encontros eram cada vez maiores, até que em um determinado ano veio uma Santa Missão. Em frente à comunidade existia um rochedo branco chamado Morro das Andorinhas, porque ali havia uma toca de andorinhas. Após a construção da capela, as andorinhas passaram a pousar no teto da parte frontal da capelinha, acontecimento que chamava a atenção dos moradores e fez com que a Fazenda Gato passasse a se chamar Andorinha.

Em 1928, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, esteve de passagem por Andorinha e invadiu a casa de João do Gato à procura de dinheiro e mantimentos. João Alves, que guardava suas economias enterradas perto de um umbuzeiro, negou que tinha dinheiro. Na tentativa de obrigar João Alves a lhe dar dinheiro, Lampião mandou que um de seus homens torturasse sua esposa Lorinda, furando a testa dela com um punhal. Abílio, filho de João Alves, que sofria de deficiência mental, sentindo-se pressionado, levou os homens de Lampião até onde estava escondido o dinheiro. Tomando posse do dinheiro e de um burrinho, Lampião e seu bando de cangaceiros foram embora levando João do Gato até proximidades da Fazenda Morros, onde o agrediu e o soltou, após perceber que ele não daria informações sobre outras famílias da região que pudessem ter dinheiro. Após esse acontecimento, sua esposa Lorinda ficou traumatizada e “perturbada do juízo”.

Em 1930, Lampião andava novamente pelas redondezas. Na Fazenda Tigre, Corisco, um de seus cangaceiros, estuprou uma moça. Na Fazenda Lagoa das Baraúnas, ele bateu em algumas pessoas, mas em Andorinha ele não conseguiu entrar, pois, desta vez, João Alves, seus filhos e alguns moradores das redondezas montaram uma trincheira à sua espera. Lampião, bem informado, desviou-se dessas terras. João Alves era um homem muito influente. Em 1930, com o apoio da Prefeitura Municipal de Senhor Bonfim e do povo das redondezas, construiu a primeira estrada de rodagem, com 42 km de extensão, ligando Andorinha a Senhor do Bonfim.

Em 1936, o Coronel Mariano Ventura, Prefeito Municipal de Senhor do Bonfim, fez se formarem mesas eleitorais na residência de João Alves, pois já havia grande número de habitantes e Andorinha situava-se longe da sede.No dia 26 de julho de 1936 aconteceu a primeira Feira Livre de Andorinha. Inicialmente, quase todos os produtos da feira ficavam pendurados em umbuzeiros, ou colocados em esteiras à sua sombra. Antes dessa feira, os moradores de Andorinha e da redondeza tinham que comprar mantimentos em Senhor do Bonfim, enfrentando uma cansativa viagem no lombo de um jegue ou a pé. Ao longo da viagem, era costume dos viajantes uma parada numa barraca à beira da estrada. A barraca ficou conhecida como Barraca da Loló, ponto certo para um pequeno descanso, uma prosa rápida, um gole d’água refrescante ou um café quentinho.

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